Em Pindamonhangaba e Paragominas, iniciativas educacionais precisaram ser redesenhadas diante da pandemia (e algumas mudanças permaneceram!)
Por Jéssika Elizandra
Em Pindamonhangaba (SP) e Paragominas (PA), dois projetos desenvolvidos pela Evoluir precisaram mudar de rota quando as atividades presenciais foram interrompidas devido à pandemia de Covid-19. Algumas ações foram suspensas, outras migraram para o ambiente virtual e novas frentes surgiram.
Saúde mental tomou protagonismo
Em Pindamonhangaba, o projeto Escolas Saudáveis começou em 2019 com a proposta de trabalhar saúde a partir de uma perspectiva integral.
Em 2020, uma nova edição estava pronta para começar presencialmente quando a pandemia interrompeu as aulas. Os conteúdos foram levados para o ambiente online, enquanto professores lidavam com novas ferramentas e com o agravamento das questões de saúde mental.
Foi nesse contexto que surgiu a Sala do Cuidado, espaço de acolhimento e troca conduzido por um profissional de saúde mental. Mais tarde, inclusive, essa experiência abriu caminho para o Arte na Travessia, voltado ao desenvolvimento socioemocional de crianças por meio da arte e da formação de professores.
Da alfabetização ao letramento digital
Em Paragominas (PA), o Território do Saber foi desenhado em 2019, a partir de um edital da Hydro, e começou a ser executado em 2020. O programa seguiu até 2024 e reunia diferentes frentes voltadas à melhora da educação do município.
Entre as ações estavam cursos de formação de professores em português e matemática e uma frente de alfabetização de jovens, adultos e idosos. Foram organizadas 15 turmas, com educadores percorrendo o território para identificar pessoas que poderiam participar.
Com a chegada da pandemia, devido a interrupção das aulas presenciais, a alfabetização precisou ser suspensa. Já os cursos de formação de educadores migraram para o ambiente virtual.
A mudança criou outro desafio: parte dos professores ainda não dominava ferramentas digitais que passaram a ser indispensáveis ao trabalho. O projeto, então, incorporou oficinas sobre recursos como Google Drive e Google Meet.
A pandemia também trouxe uma demanda relacionada à saúde mental. Diante das perdas, do luto e da sobrecarga dos profissionais da educação, a Sala do Cuidado também foi incorporada ao projeto de Paragominas.
Com o tempo, houve a retomada das aulas presenciais, então a alfabetização voltou a acontecer no território e os cursos de formação retornaram ao formato presencial.
Um projeto acompanhado enquanto acontece
No Território do Saber, as adaptações eram discutidas por um Grupo de Monitoramento Compartilhado, formado por Evoluir, Secretaria de Educação e Hydro. O grupo acompanhava indicadores, adesão, dificuldades e necessidades da rede.
A experiência também reforçou a importância de considerar as características específicas de cada município.
Projetos vinculados a leis de incentivo precisam seguir uma estrutura definida, mas há espaço para adaptar conteúdos, estratégias e formas de execução às características de cada território.
Em Pindamonhangaba e Paragominas, algumas frentes foram interrompidas, outras nasceram e soluções criadas para um contexto passaram a alimentar experiências posteriores. Os casos mostram que adaptar um projeto é também acompanhar a realidade para entender quando o plano precisa mudar.
Quer desenvolver um projeto conectado às necessidades da sua rede?
A Evoluir desenvolve projetos educacionais em parceria com redes públicas de ensino e empresas, combinando planejamento, formação e acompanhamento.
Para conhecer possibilidades de parceria, entre em contato: ola@evoluir.com.br















